quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A RAÇA BRANCA...


A RAÇA BRANCA É SUPERIOR Á NEGRA

São dicotomias do terror:

a) PODER X SUBMISSÃO
b) DOMINADOR X DOMINADO
c) SUPERIOR X INFERIOR

Na relação entre seres humanos, observa-se a diferença do olhar de um para o outro. Embora criado à imagem e semelhança de Deus, o homem não é Deus.
Como imaginar que uma raça possa ser superior à outra, se acreditamos que somos iguais, embora cada um seja único.
O homem em seu orgulho é incapaz de perceber que entre seres da mesma espécie, as diferenças estabelecem níveis entre si mesmo e o seu semelhante. A diferença advém do modo como se percebem a si mesmos e da sua relação com o mundo em que vivem. Por que então o desejo de se consagrar superior ao seu próximo, apenas porque possui coisas que o outro ainda não obteve, não porque fosse incapaz mas por não ter tido as mesmas oportunidades ou por não dar o mesmo valor às coisas que o outro acha importantes e indispensáveis ao seu modo de viver.
Diante dos cataclismas da natureza como erupções vulcânicas, terremotos, maremotos, é que o homem se sente um ser indefeso, o menor pela sua fragilidade. Muitas vezes, ele é levado a guerras de extermínio em nome de uma superioridade inexistente, mas ignorada por ele. Se refletirmos sobre a Segunda Grande Guerra constataremos , com horror, que a crença de um grupo,que se acreditava pertencente a uma raça pura,ariana, poderia dominar o resto da humanidade, considerada inferior e portanto condenada ao extermínio.
Ah! Se os homens soubessem que, sendo o templo de Deus, jamais poderiam acreditar numa superioridade e numa dominação, que nada tem a ver com o amor que deve unir os diferentes ao descobrir a igualdade que os torna irmãos.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Verdade e Fé

Verdade e Fé
Verdade é o que a inteligência ou a razão pode e deve dar o seu SIM.Ela está em conformidade com o objeto do pensamento.é o conhecimento do real, ao qual se atribui o maior valor.Ela se opõe ao erro, à ilusão.Enfim,na verdade,a realidade e a idéia não se opõem,ela fornece mesmo os cacteres essenciais do objeto real,que lhe permitem conhecê-lo.
A expressão do conhecimento conforme à realidade,é a verdade.Tal expressão conhecida ou a vir a ser opõe-se a erro,à ignorância ou à invenção ou mentira.A verdade exige lucidez ou sinceridade de quem a possui.Podemos considerar convicção,crença,evidência,certeza como sinônimos de verdade.
Procurar possuir a verdade é uma busca incessante do ser humano."A cada um, sua verdade."
A ci~encia é uma espécie de verdade:imperfeita e provisória muda constantemente na medida em que se aumenta o conhecimento sobre ela.
A alegoria da verdade é uma mulher nua tendo um espelho na mão, saindo de um poço,representando a expressão sincera, sem reservas ou acrescimos, daquilo que se conhece e do qual se foi testemunha.
A verdade nem sempre é agradável de ser dita.Ela é quase sempre útil a quem se diz, mas incnveniente para os que a dizem,porque, quase sempre faz germinar sentimentos ruins naqueles que não a querem ouvir.
Só as crianças, os seres simples dizem a verdade.Aquilo que sai espontaneamente da sua boca esclarece o que os adultos escondem.
Para a verdade tida como ausência de contradição,Pascal dizia:" contradição não é marca do falso,nem a ausência de contradição é marca da verdade."
As verdades absolutas supõem um ser absoluto como as mesmas e nesse caso somente Deus
pode ser considerado verdade absoluta pois "Ele é" ao declarar "Eu sou o caminho,a verdade e a vida."Cristo na sua evangelização começava as parábolas com a expressão:" Na verdade,na verdade,eu vos digo..."
A fé e a verdade se confundem.
Acreditar ,por uma adesão profunda do coração,que traz em si a verdade, é a fé.
Na fé, Deus é sensível ao coração,não à razão.
Ver com os olhos da fé é crer fervorosamente,sem nenhuma necessidade de provar a verdade.
"Somente a fé salva" dizem os adeptos do protestantismo.Para eles,a fé prescinde das obras para a salvação dos fiéis.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Cidade Mutante

Cidade Mutante

Vive-se numa cidade
E não a conhecemos
Ignoramos as mudanças
Que o passar do tempo traz.

Vivemos momentos felizes
Na companhia de amigos
Sem admirar o espetáculo em volta:
Árvores frondosas exibindo cachos
De mil cores, pendentes sobre nós.

Tanta pena! Um ligeiro adormecer
E o quadro final se dissipa sem um aceno
Toalhas de todas as cores desaparecem
Do chão, ainda quente, no parque aconchegante.

Crianças esquecem os folguedos.
Voltam tristes às salas de aula,
Pulando poças d água, abrigadas
Em grossas roupas de lã
Narizes vermelhos como as flores congeladas
Dos bougainvilles ainda coloridos.

A cidade se prepara para a hibernação
Do mesmo modo que os animais
E é preciso amá-la em sua nova fase.