quarta-feira, 27 de abril de 2011

Se eu tivesse um tipo de poder...

Em princípio, o poder não me seduz, mas uma vez colocado em minhas mãos através de um concurso público, tentei exercê-lo de modo a beneficiar o maior número de pessoas possível e jamais em meu próprio proveito. A meu ver, uma das molas propulsoras para iniciar uma ação é a indignação, estado em que me encontro desde a catástrofe que se abateu sobre a região serrana do Estado do Rio de Janeiro sem que nenhuma iniciativa tenha sido tomada até agora, para a construção de moradias que substituam as levadas pela enxurrada impedindo que o povo fique ao desabrigo entre os locais provisórios e o Pedrão e outras áreas,em busca de água para beber e dos mantimentos necessários à sua sobrevivência.
Em resposta à essa indignação, gostaria de exercer o poder oferecido ao prefeito através do voto, para lutar por um terreno seguro (e há muitos por este grande país) além de material de construção que, acredito firmemente, seriam usados pelos teresopolitanos, que perderam família, amigos, animais de estimação e tudo o que conquistaram com o suor de seu rosto, para reaver o teto perdido mesmo que a prefeitura lhes negasse a mão de obra para a reconstrução, a qual saibamos todos desta cidade que está nas ruas a tapar buracos, que no dia seguinte , uma tímida chuva é capaz de abri-los novamente para engolir a esperança de uma ajuda que nunca chega.
Indignemo-nos com a inércia do prefeito e que ele consiga ser generoso ao ceder o seu poder a alguém que queira seriamente ajudar a diminuir a dor de tanta gente à espera de uma solução que está por vir há mais de oitenta dias.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ausência temporária

Há quase um ano estou longe do meu blog , embora não tenha deixado de produzir minhas pequenas crônicas. O motivo do afastamento foi uma perda irreparável segundo a vontade de Deus Pai, Embora digamos diariamente " seja feita a vossa vontade "como é doloroso aceitar os desígnios de um PAI que nos ama tanto!
Espero que compreendam a minha ausência e me permitam continuar a usar o meu blog. Que ele continue a ser o nosso " point ".
Até a vista
Tete Cunha

segunda-feira, 1 de março de 2010

NUM DIA QUALQUER

Therezinha de Jesus é como ela gosta de ser chamada hoje em dia mas houve época em que detestava, sobretudo quando seus amiguinhos assim que a viam iniciavam a famosa cantiga de roda:
_ “ Therezinha de Jesus ... De uma queda foi ao chão...”
Ir ao chão provocava nela um sentimento de impotência, mas logo se levantava sem a ajuda, que ela recusava, dos três cavalheiros, recompondo-se e empinando o nariz.
Atualmente aposentada, levanta-se quando o sol lhe diz que é hora de preparar seu café antes de ir ao encontro das atividades oferecidas pela UNIVERTI, que mais lhe agradam como : coral, teatro, alongamento, redação criativa e filosofia que de uma certa forma a mantêem ativa e ligada ao mundo que aí está diferente daquele que conheceu há sessenta anos atrás quando se tornou uma profissional dedicada à educação sempre atenta às mudanças, especialmente nessa área.
Embora nascida mulher predestinada a ter uma família com marido e filhos, dedicada ao bem estar de todos, não se contentava apenas com o papel de mulher submissa e mãe amorosa, achando que deveria crescer sempre nesses aspectos mas também como mulher atuante politicamente na medida em que pensa , reflete, critica, procura novos caminhos para a educação que só acontece em plena liberdade de escolha.
Quando alguém de Teresópolis lhe diz que não encontra nada de interessante para fazer nesta cidade, estranha ter sempre sua agenda sem horário livre para atender aos convites que lhe fazem a todo momento.

Em 22 de fevereiro de 2010 Redação Criativa - Prof.: Ana Araújo
Therezinha de Jesus de A Cunha